Acredito que, se a maioria das pessoas me conhecessem (ou alguém me conhecesse, acho que ninguém REALMENTE me conhece), as pessoas se afastariam de mim e, com certeza, me achariam uma completa escrota.
Eu SEI que eu errei, eu SEI que se jogassem merda no ventilador, eu ia perder uma das coisas que mais prezo na vida. Mas eu não consigo me sentir culpada. Pelo simples fato de saber que quem se afetaria não vai saber. Normalmente, a pessoa se sente culpada mesmo sabendo que o outro não vai saber, mas eu não. Não me sinto. E não me sinto mal por não me sentir mal.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
A ironia é uma das coisas mais curiosas da vida. E acho que sou masoquista suficiente para conseguir rir da minha própria ironia, da ironia da minha vida.
É sufocante quando aquilo que você mais sente pavor, quando aquilo de que você mais se protegeu te derruba de uma forma impiedosa. E você não consegue entender qual foi o seu erro: abrir a guarda ou se proteger de uma forma não cautelosa.
E horrível ser atingido por aquilo que você sempre temeu. É uma impotência ridícula.
E eu ainda consigo rir na cara da minha derrota. O que é mais irônico?
É sufocante quando aquilo que você mais sente pavor, quando aquilo de que você mais se protegeu te derruba de uma forma impiedosa. E você não consegue entender qual foi o seu erro: abrir a guarda ou se proteger de uma forma não cautelosa.
E horrível ser atingido por aquilo que você sempre temeu. É uma impotência ridícula.
E eu ainda consigo rir na cara da minha derrota. O que é mais irônico?
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Música
Em todos os momentos da minha vida, em que eu sinto a necessidade de partilhar alguma angústia com alguém, ou qualquer outro tipo de sentimento, eu sempre sei que só a música pode me completar e me entender, por assim dizer.
Não adianta conversar com alguém, ou pedir conselhos, nunca me sinto realmente confortável nesse tipo de situação. A música me aconselha por si só.
Com a música eu estou sempre feliz. Acredito até que essa minha reclusão em cima de uma música, me fez criar uma espécie de mundo paralelo. É como se eu só fosse feliz nesse mundo paralelo, quando estou ouvindo minha música.
Eu, realmente, parto dessa realidade para uma fantasia que eu criei. E essa fantasia me faz feliz. É o único momento que eu estou completamente feliz. Eu acredito no que eu quero, eu estou onde eu quero estar.
É o meu momento de devaneio particular. A música está diretamente ligada à minha felicidade.
Agora, eu estou, certamente, podre por dentro. E não faço questão de que ninguém me fale palavras doces. Ninguém sente o que você sente.
Mas estou de alguma forma viajando no meu mundo particular. Ouvindo November Rain, eu me sinto viva de alguma forma, me sinto querida, e estou onde eu quero. É como se Axl me entendesse. E ele me aconselhasse, falando exatamente aquilo que eu quero que ele fale.
E se eu estiver ficando louca, me deixe. Enlouqueço feliz, de alguma forma.
Alguém me tira daqui?
Não adianta conversar com alguém, ou pedir conselhos, nunca me sinto realmente confortável nesse tipo de situação. A música me aconselha por si só.
Com a música eu estou sempre feliz. Acredito até que essa minha reclusão em cima de uma música, me fez criar uma espécie de mundo paralelo. É como se eu só fosse feliz nesse mundo paralelo, quando estou ouvindo minha música.
Eu, realmente, parto dessa realidade para uma fantasia que eu criei. E essa fantasia me faz feliz. É o único momento que eu estou completamente feliz. Eu acredito no que eu quero, eu estou onde eu quero estar.
É o meu momento de devaneio particular. A música está diretamente ligada à minha felicidade.
Agora, eu estou, certamente, podre por dentro. E não faço questão de que ninguém me fale palavras doces. Ninguém sente o que você sente.
Mas estou de alguma forma viajando no meu mundo particular. Ouvindo November Rain, eu me sinto viva de alguma forma, me sinto querida, e estou onde eu quero. É como se Axl me entendesse. E ele me aconselhasse, falando exatamente aquilo que eu quero que ele fale.
E se eu estiver ficando louca, me deixe. Enlouqueço feliz, de alguma forma.
Alguém me tira daqui?
sábado, 17 de julho de 2010
Só se for a dois

Aos gurus da índia
aos judeus da palestina
aos índios da américa latina
e aos brancos da áfrica
O mundo é azul
qual é a cor do amor?
o meu sangue é negro
branco, amarelo e vermelho.
Aos pernambucanos
e aos cubanos de miami
aos americanos, russos
armando seus planos
Ao povo da china
e ao que a história ensina
aos jogos, aos dados
que inventaram a humanidade
As possiblidades de felicidade
são egoístas, meu amor
viver a liberdade
amar de verdade
só se for a dois
só dois
Aos filhos de ghandi
morrendo de fome
aos filhos de cristo
cada vez mais ricos
O beijo do soldado em sua namorada
seja pra onde for
depois da grande noite, vai esconder a cor das flores
e mostrar a dor
segunda-feira, 28 de junho de 2010
...
Dia 26 de Junho, minha vó faleceu.
E apesar de parecer estranho, me sinto feliz. Feliz por ela. Ela vinha sofrendo há anos e ninguém merece passar por isso. Principalmente, a minha avó. Sempre batalhadora, forte, linda.
Mas estou triste pelo meu lado egoísta. Lado egoísta esse que sempre queria ter a avó por perto. Mas eu sei que não é certo. Ela merece descansar! E agora ela pode. Em paz.
Não gosto dessas coisas de velório e enterro. Mas fui nos dois.
No sábado e no domingo, Petrópolis estava bonita. Pelo menos.
Petrópolis nunca será a mesma, há muito tempo.
E, depois de quase 9 meses, eu me senti pronta para levar uma rosa para Marcela. E vi que não estava pronta.
Fui sozinha, chorei muito, falei por uns 20 minutos, beijei a rosa, coloquei na lápide dela e fui embora.
Foi muito ruim.
Pensar que tudo acaba assim. Não conseguia acreditar que atrás daquela parede fria e sem graça, estava a minha prima. Eu não sei nem expressar a tristeza que eu sinto.
De longe, eu consegui ver a rosa que eu coloquei pra ela. E pensar que aquele era o máximo que eu podia fazer por ela, me matava e me mata.
E apesar de parecer estranho, me sinto feliz. Feliz por ela. Ela vinha sofrendo há anos e ninguém merece passar por isso. Principalmente, a minha avó. Sempre batalhadora, forte, linda.
Mas estou triste pelo meu lado egoísta. Lado egoísta esse que sempre queria ter a avó por perto. Mas eu sei que não é certo. Ela merece descansar! E agora ela pode. Em paz.
Não gosto dessas coisas de velório e enterro. Mas fui nos dois.
No sábado e no domingo, Petrópolis estava bonita. Pelo menos.
Petrópolis nunca será a mesma, há muito tempo.
E, depois de quase 9 meses, eu me senti pronta para levar uma rosa para Marcela. E vi que não estava pronta.
Fui sozinha, chorei muito, falei por uns 20 minutos, beijei a rosa, coloquei na lápide dela e fui embora.
Foi muito ruim.
Pensar que tudo acaba assim. Não conseguia acreditar que atrás daquela parede fria e sem graça, estava a minha prima. Eu não sei nem expressar a tristeza que eu sinto.
De longe, eu consegui ver a rosa que eu coloquei pra ela. E pensar que aquele era o máximo que eu podia fazer por ela, me matava e me mata.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
dia dos namorados
O dia dos namorados é o dia do ano que a mulher mais lê textos ridículos de auto ajuda feminina.
Só dou um recado: Vão dar e deixem de ser patéticas.
Se o cara te largou, foi porque ele quis e é assim que funciona. Não tem volta. E ficar em casa comendo feito uma baleia e pensando como ele é babaca, não vai trazer ele de volta.
E não adianta vocês lerem esses textos. Eles não levam vocês à lugar nenhum.
Encarem o fato: Vocês estão sozinhas. E que mal há nisso?
Não entendo esse sentimento de vazio FORÇADO que toda mulherzinha precisa fingir no dia dos namorados.
E outra: você não ia casar com ele de qualquer forma. Então, encare como um passatempo. Não esqueça disso.
Você também foi um passatempo pra ele. E ele NÃO te quer de volta, tá?
P.s: Não sei porquê as pessoas ainda perdem tempo com relacionamentos.
Só dou um recado: Vão dar e deixem de ser patéticas.
Se o cara te largou, foi porque ele quis e é assim que funciona. Não tem volta. E ficar em casa comendo feito uma baleia e pensando como ele é babaca, não vai trazer ele de volta.
E não adianta vocês lerem esses textos. Eles não levam vocês à lugar nenhum.
Encarem o fato: Vocês estão sozinhas. E que mal há nisso?
Não entendo esse sentimento de vazio FORÇADO que toda mulherzinha precisa fingir no dia dos namorados.
E outra: você não ia casar com ele de qualquer forma. Então, encare como um passatempo. Não esqueça disso.
Você também foi um passatempo pra ele. E ele NÃO te quer de volta, tá?
P.s: Não sei porquê as pessoas ainda perdem tempo com relacionamentos.
domingo, 6 de junho de 2010
Torpor.

Quando eu achei que eu já tivesse perdido quase tudo, eis que eu recebo a pior notícia da minha vida. No meu momento mais particular, de uma espécie de inconformação conformada, eu penso que a vida serve para isso. Para nos dar porradas. A minha já me deu bastante. Mas, então, eu penso que tem gente com a vida muito mais fácil que a minha, assim como tem gente com a vida bem pior do que a minha.
Mas como ninguém sente o que o próximo sente, eu tenho todo o direito de me sentir a pessoa mais solitária do universo. Até exagerando um pouco. Mas é assim que eu me sinto. A morte é um exagero.
Eu nunca tive tempo de me despedir. Num dia eu estava te tocando e te abraçando, e falando a famosa frase "Quando a gente se vê?", e, no outro... o mais próximo que eu pude chegar de você, foi olhando para um retrato. Isso é um exagero. O exagero do mau gosto. O que me dói mais é pensar que é pra sempre. Vou ter que conviver com este exagero, até o último dia da minha vida.
Às vezes, eu me pergunto: Somos realmente feitos para aprendermos a dizer adeus o tempo todo? E a resposta é a mais simples possível: sim. E não tem jeito. Nós sempre vivemos entre duas perdas diferentes. E é, exatamente, entre essas perdas que devemos tentar sermos os melhores possíveis. Tanto conosco, quanto para com os outros. Porque, acredite, alguém querido vai morrer, em alguma hora. Porque é isso que as pessoas fazem. Elas morrem.
É difícil acreditar que a morte anda de mãos dadas conosco. Nós nunca, realmente, paramos para pensar que esta pode ser (como pode não ser) a última vez que abraçamos alguém. Mais ainda, não paramos para pensar que nós somos muito frágeis e que, a qualquer momento, quem vai morrer é a gente. E quem lembra da gente, é quem fica vivo.
Quando eu sofro uma grande perda ou passo por um momento de tristeza muito grande, a minha primeira reação é chorar até não ter mais forças. Fico deprimida. E, depois, é como se, automaticamente, eu entrasse num estado de torpor. Eu simplesmente viro uma pessoa meio alienada. E vou vivendo assim, tentando me alienar o máximo possível de tudo aquilo que me incomoda. E então, eu caio na real. Eu choro. E volto a entrar no meu estado de torpor. E, assim, segue. Meu estado de torpor pode durar cerca de meses. Como um verdadeiro animal que quer poupar energia, mesmo. Fazia meses que eu não chorava pela Marcela. E, outro dia, eu caí na real de novo e consegui. Agora, voltei pro meu estado de torpor. Não gosto disso, mas é o único modo de eu não remoer sempre tudo aquilo que me incomoda.
quarta-feira, 2 de junho de 2010

Podem me achar louca. Podem me chamar de louca. Mas eu não ligo. Posso passar a vida inteira esperando algo que nunca chegará. Posso até morrer sentindo que falta alguma coisa dentro de mim. Mas aceito correr este risco.
Eu te amo, Axl!
I don't know just what I should do. Evererywhere I go I see you
Existem algumas coisas que eu guardo na minha memória com o maior carinho do mundo. E aqueles sorrisos estarão, para sempre, aprisionados na minha memória.
Poucas coisas me emocionam. Mas eu não consigo conter meu choro quando me lembro disso.
Saudade daquilo que tive, e saudade daquilo que nunca tive.
Eu, simplesmente, vivo assim. Realisticamente utópica.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Para ser sincera

Para ser sincera, não espero que você me perdoe. Para ser sincera, não espero de você mais do que educação. Passou-se 20 anos. E tudo passou tão rápido.
Só não pense que eu guardo alguma recordação ruim de você. Muito pelo contrário. Quase todo dia eu lembro de algum daqueles nossos cafés, ou daquelas voltas que a gente costumava dar, sem rumo, bem longe das capitais. Ou, até mesmo, daquelas tardes que a gente perdia (ou ganhava) tocando violão e cantando, nos embalando nos nossos mais sinceros sentimentos, personificados em melodia.
Foi o melhor ano da minha vida. E sei que foi o melhor da sua, também. Foi bom, enquanto durou. O problema da juventude é sempre o mesmo: a pressa. E foi essa pressa que nos afastou. Que nos fez brigar. E, acredite, me fez te odiar por quase 2 semanas. O problema foi que me faltou coragem. Coragem para correr atrás. Eu sumi. Você se mudou.
Eu te amei, e me arrisco a dizer que te amo até hoje. Mas, hoje em dia, não tenho pressa. Além de tudo, não sei onde você está. E sei que você pode vir a nunca ler esta carta. Soube de um conhecido, que você estava bem e feliz, morando num sítio. Um sítio longe demais das capitais.
Pode parecer trágico. Mas não é. Para mim, é tudo muito bonito. Eu fui feliz contigo, e, graças a nossa pressa, não tive tempo de guardar rancor seu. Hoje em dia, só tenho boas recordações. E fico feliz que a nossa juventude não tenha tido tempo de destruir o nosso amor.
Foi bom enquanto durou. Mesmo. Acabou, e isso não me entristece. Gosto de boas recordações.
Um dia desses, nesses encontros casuais, talvez eu diga: meu amigo, pra ser sincera, prazer em vê-lo. Até mais...
Para ser sincera, não espero de você mais do que educação.
domingo, 23 de maio de 2010
Não costumo escrever em blog, e nem sei se terei paciência para administrar este. hahaha (é sério). E o que me desanima é o fato de que ninguém vai lê-lo, no início (provavelmente só você, karlinha), até porque eu não vou divulgar o blog.
Mas é isso!
Antes só um lendo, do que um bando de jumentos.
Vou falar do meu assunto favorito: música
Ontem, na casa do Hippie, durante o aniversário do Gustavo, resolvemos, eu e os meninos, assitir o DVD do Led Zeppelin (Plant, Page, Bonham e Jones, vocês são tudo!!!). E, como sempre, eu chego a mesma conclusão: Led Zeppelin é do caralho! E, nem em um milhão de anos, eu cansaria de ouvir!
Ai vai o vídeo de Mody Dick, que o John Bonham simplesmente humilha QUALQUER baterista. (Olhem o tamanho do Bumbo dele! Bumbo de 26!)
http://www.youtube.com/watch?v=ed5YvFkcR7g
(ainda nao aprendi a colocar o vídeo direto aqui, só o link!)
Mas é isso!
Antes só um lendo, do que um bando de jumentos.
Vou falar do meu assunto favorito: música
Ontem, na casa do Hippie, durante o aniversário do Gustavo, resolvemos, eu e os meninos, assitir o DVD do Led Zeppelin (Plant, Page, Bonham e Jones, vocês são tudo!!!). E, como sempre, eu chego a mesma conclusão: Led Zeppelin é do caralho! E, nem em um milhão de anos, eu cansaria de ouvir!
Ai vai o vídeo de Mody Dick, que o John Bonham simplesmente humilha QUALQUER baterista. (Olhem o tamanho do Bumbo dele! Bumbo de 26!)
http://www.youtube.com/watch?v=ed5YvFkcR7g
(ainda nao aprendi a colocar o vídeo direto aqui, só o link!)
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