Dia 26 de Junho, minha vó faleceu.
E apesar de parecer estranho, me sinto feliz. Feliz por ela. Ela vinha sofrendo há anos e ninguém merece passar por isso. Principalmente, a minha avó. Sempre batalhadora, forte, linda.
Mas estou triste pelo meu lado egoísta. Lado egoísta esse que sempre queria ter a avó por perto. Mas eu sei que não é certo. Ela merece descansar! E agora ela pode. Em paz.
Não gosto dessas coisas de velório e enterro. Mas fui nos dois.
No sábado e no domingo, Petrópolis estava bonita. Pelo menos.
Petrópolis nunca será a mesma, há muito tempo.
E, depois de quase 9 meses, eu me senti pronta para levar uma rosa para Marcela. E vi que não estava pronta.
Fui sozinha, chorei muito, falei por uns 20 minutos, beijei a rosa, coloquei na lápide dela e fui embora.
Foi muito ruim.
Pensar que tudo acaba assim. Não conseguia acreditar que atrás daquela parede fria e sem graça, estava a minha prima. Eu não sei nem expressar a tristeza que eu sinto.
De longe, eu consegui ver a rosa que eu coloquei pra ela. E pensar que aquele era o máximo que eu podia fazer por ela, me matava e me mata.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
dia dos namorados
O dia dos namorados é o dia do ano que a mulher mais lê textos ridículos de auto ajuda feminina.
Só dou um recado: Vão dar e deixem de ser patéticas.
Se o cara te largou, foi porque ele quis e é assim que funciona. Não tem volta. E ficar em casa comendo feito uma baleia e pensando como ele é babaca, não vai trazer ele de volta.
E não adianta vocês lerem esses textos. Eles não levam vocês à lugar nenhum.
Encarem o fato: Vocês estão sozinhas. E que mal há nisso?
Não entendo esse sentimento de vazio FORÇADO que toda mulherzinha precisa fingir no dia dos namorados.
E outra: você não ia casar com ele de qualquer forma. Então, encare como um passatempo. Não esqueça disso.
Você também foi um passatempo pra ele. E ele NÃO te quer de volta, tá?
P.s: Não sei porquê as pessoas ainda perdem tempo com relacionamentos.
Só dou um recado: Vão dar e deixem de ser patéticas.
Se o cara te largou, foi porque ele quis e é assim que funciona. Não tem volta. E ficar em casa comendo feito uma baleia e pensando como ele é babaca, não vai trazer ele de volta.
E não adianta vocês lerem esses textos. Eles não levam vocês à lugar nenhum.
Encarem o fato: Vocês estão sozinhas. E que mal há nisso?
Não entendo esse sentimento de vazio FORÇADO que toda mulherzinha precisa fingir no dia dos namorados.
E outra: você não ia casar com ele de qualquer forma. Então, encare como um passatempo. Não esqueça disso.
Você também foi um passatempo pra ele. E ele NÃO te quer de volta, tá?
P.s: Não sei porquê as pessoas ainda perdem tempo com relacionamentos.
domingo, 6 de junho de 2010
Torpor.

Quando eu achei que eu já tivesse perdido quase tudo, eis que eu recebo a pior notícia da minha vida. No meu momento mais particular, de uma espécie de inconformação conformada, eu penso que a vida serve para isso. Para nos dar porradas. A minha já me deu bastante. Mas, então, eu penso que tem gente com a vida muito mais fácil que a minha, assim como tem gente com a vida bem pior do que a minha.
Mas como ninguém sente o que o próximo sente, eu tenho todo o direito de me sentir a pessoa mais solitária do universo. Até exagerando um pouco. Mas é assim que eu me sinto. A morte é um exagero.
Eu nunca tive tempo de me despedir. Num dia eu estava te tocando e te abraçando, e falando a famosa frase "Quando a gente se vê?", e, no outro... o mais próximo que eu pude chegar de você, foi olhando para um retrato. Isso é um exagero. O exagero do mau gosto. O que me dói mais é pensar que é pra sempre. Vou ter que conviver com este exagero, até o último dia da minha vida.
Às vezes, eu me pergunto: Somos realmente feitos para aprendermos a dizer adeus o tempo todo? E a resposta é a mais simples possível: sim. E não tem jeito. Nós sempre vivemos entre duas perdas diferentes. E é, exatamente, entre essas perdas que devemos tentar sermos os melhores possíveis. Tanto conosco, quanto para com os outros. Porque, acredite, alguém querido vai morrer, em alguma hora. Porque é isso que as pessoas fazem. Elas morrem.
É difícil acreditar que a morte anda de mãos dadas conosco. Nós nunca, realmente, paramos para pensar que esta pode ser (como pode não ser) a última vez que abraçamos alguém. Mais ainda, não paramos para pensar que nós somos muito frágeis e que, a qualquer momento, quem vai morrer é a gente. E quem lembra da gente, é quem fica vivo.
Quando eu sofro uma grande perda ou passo por um momento de tristeza muito grande, a minha primeira reação é chorar até não ter mais forças. Fico deprimida. E, depois, é como se, automaticamente, eu entrasse num estado de torpor. Eu simplesmente viro uma pessoa meio alienada. E vou vivendo assim, tentando me alienar o máximo possível de tudo aquilo que me incomoda. E então, eu caio na real. Eu choro. E volto a entrar no meu estado de torpor. E, assim, segue. Meu estado de torpor pode durar cerca de meses. Como um verdadeiro animal que quer poupar energia, mesmo. Fazia meses que eu não chorava pela Marcela. E, outro dia, eu caí na real de novo e consegui. Agora, voltei pro meu estado de torpor. Não gosto disso, mas é o único modo de eu não remoer sempre tudo aquilo que me incomoda.
quarta-feira, 2 de junho de 2010

Podem me achar louca. Podem me chamar de louca. Mas eu não ligo. Posso passar a vida inteira esperando algo que nunca chegará. Posso até morrer sentindo que falta alguma coisa dentro de mim. Mas aceito correr este risco.
Eu te amo, Axl!
I don't know just what I should do. Evererywhere I go I see you
Existem algumas coisas que eu guardo na minha memória com o maior carinho do mundo. E aqueles sorrisos estarão, para sempre, aprisionados na minha memória.
Poucas coisas me emocionam. Mas eu não consigo conter meu choro quando me lembro disso.
Saudade daquilo que tive, e saudade daquilo que nunca tive.
Eu, simplesmente, vivo assim. Realisticamente utópica.
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